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Começou como uma brincadeira de meia dúzia de apreciadores de cachaça, há exatamente um ano. E no último dia 18 de maio, em São Paulo, o Clube Amigos da Cachaça ganhou nova dimensão, com a realização de uma assembléia que marcou a fundação oficial da entidade. Depois de ratificar os nomes dos componentes dos conselhos diretor e fiscal, o fundador e presidente eleito do clube, José Cascão Costa, assinou a ata que deu posse à primeira diretoria da entidade. Um presente mais do que precioso Além da assembléia que marcou a fundação oficial, a reunião também teve outros momentos marcantes. O primeiro deles foi a doação ao clube da coleção particular de cachaças do sócio José Francisco Queiróz. O acervo é de tirar o chapéu: a coleção, que chegou a ter mais de trezentos rótulos, começou há quase cinqüenta anos, com uma garrafa de “Vaidosa” datada de 1961. A preciosidade foi comprada pelo pai de Zé Francisco, Belmiro Queiróz, em Conselheiro Lafayete, Minas Gerais. Quando o pai faleceu, Zé Francisco continuou a coleção em sua homenagem, comprando novas peças ou recebendo as branquinhas e amarelinhas de amigos que viajavam e traziam as lembranças, nas quais ele sempre tomava o cuidado de anotar as datas. Com o tempo e as dificuldades de acondicionamento, boa parte do precioso acervo se perdeu, e os cupins fizeram a festa com os rótulos. Zé Francisco conseguiu salvar 102 garrafas, que agora estão sob a guarda mais do que qualificada do Clube Amigos da Cachaça. Depois de agradecer a doação, o presidente do clube entregou a Zé Francisco um quadro com o texto que o próprio sócio escreveu contando a história da coleção. O texto foi lido para os presentes, como homenagem à memória de Belmiro Queiroz, o que levou Zé Francisco às lágrimas. |
Por Sidnei Maschio |