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A cerimônia e a reverência foram mais do que justas. Com direito a presença do governador Aécio Neves e das principais autoridades do
estado, Belo Horizonte sediou, de quatro a sete de junho, mais uma edição da Superagro, a feira do agronegócio de Minas Gerais, promovida
pela Secretaria estadual de Agricultura, Instituto Mineiro de Agropecuária, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado e Sebrae/MG.
Explicar o que é pra quem nunca foi é uma empreitada complicada demais da conta. Mas dá pra resumir dizendo só o seguinte: de agricultura,
pecuária e cultura, tá tudo lá, como se fosse assim um dicionário que vai de A a Z sem deixar nada de fora. São vários eventos reunidos no
mesmo lugar, o Expominas, que vem a ser um dos melhores e mais modernos recintos de exposições do país. O mais importante deles, que os
organizadores chamam de “âncora”, foi a décima segunda Expocachaça. E neste caso a explicação já fica um pouco mais fácil: é só dizer que
se trata do maior e mais completo evento do Brasil pra celebrar a importância histórica, cultural e econômica da legítima cachaça de
alambique brasileira.
Pra quem foi pra degustar e conhecer, é certeza assim de cem por cento que saiu plenamente satisfeito. Participaram desta edição da mostra
produtores vindos de onze estados, sem contar Minas, que tem hoje cerca de nove mil marcas diferentes. Isso quer dizer que alternativa não
faltou, nem pra provar nem pra levar. Entre os vários lançamentos acontecidos, duas novas cachaças se destacaram na preferência dos visitantes:
a Coração do Vale e a Prazer de Minas. Outras duas já consagradas, a Vitorina e a Vale Verde, lançaram versões especiais, com mais de dez anos
de envelhecimento, enquanto a Isaura e a Coluninha comemoram na feira seus 25 anos de existência. Além das conhecidas e das novidades, o
visitante também teve a oportunidade de fazer uma viagem ao passado, visitando o Museu da Cachaça, que levou para o recinto parte
significativa do seu riquíssimo acervo, e ainda uma interessante coleção de rótulos antigos da mais legítima das bebidas brasileiras.
A agenda de palestras técnicas também foi bastante movimentada, com eventos acontecendo continuamente durante todos os dias da feira.
Entre os temas abordados, tiveram destaque o cooperativismo, estratégias de exportação, análise sensorial e degustação, modelo tributário
simplificado e a produção de cachaça artesanal. Além disso, os participantes interessados também puderam ver uma série de vídeos relacionados
ao tema, incluindo o ótimo documentário “A Marvada Pinga”. A participação foi gratuita, bastando para isso a inscrição prévia junto à organização.
Cachaça e cultura, da pura.
Outro lado extremamente rico da Expocachaça é a presença das muitas manifestações culturais, mesmo as que não são diretamente ligadas à
bebida mas que certamente são filhas do mesmo ventre que gerou a legítima aguardente de alambique. Artesanato, culinária, histórias e
tipos fazem parte do evento desde a sua primeira edição, e ajudam a dimensionar a enorme importância da cachaça na formação da sociedade
brasileira em toda a sua complexidade, desde o período colonial até hoje. Na cozinha, fizeram sucesso este ano o sorvete de cachaça e a
“carne de lata”, um pernil suíno pré-pronto, conservado à moda antiga, na banha de porco. Pra consumir, é só abrir a lata, jogar tudo na
panela e esquentar na temperatura certa. Já na literatura, o que juntou gente foi o relançamento do livro Ave, Cachaça!, de Francisco
Villela, que mostra, na forma de orações e cerimônias tradicionais dos grotões de Minas, a importância da relação, que é quase de devoção,
do povo sertanejo com a cachaça.
E de todas essas expressões, a que mais fielmente encerra e condensa a cultura da cachaça brasileira é a moda de viola, tão autêntica e
tão legítima quanto a própria. No estande da Viola Caipira havia, durante praticamente todo o evento, um violeiro tocando moda de
qualidade pra quem quisesse chegar, puxar um banco e sentar pra escutar. Além disso, a feira teve mais uma vez uma movimentada agenda
de grandes shows no palco oficial, com destaque para Renato Teixeira, autor de grandes sucessos nacionais que ajudaram a tirar a viola
dos grotões do sertão e a dar à música caipira o reconhecimento da sua verdadeira dimensão cultural. A programação também incluiu apresentações
de vários outros estilos musicais, de forma a não deixar nenhum gosto musical de fora da festa.
O cachaças.com foi, de corpo, copo e alma.
Pois então, sendo a ocasião assim dessa tamanha importância, o www.cachaças.com não tinha como faltar, e seguindo a tradição iniciada nas
primeiras edições da feira, mais uma vez estevivemos presentes, de corpo e copos e alma. E como sempre o nosso estande, capitaneado pelo
nosso fundador Milton Lima, foi um dos centros da festa durante todos os dias do evento. Das várias visitas ilustres por nós recebidas,
anotamos na caderneta a do ex-jogador Douglas, meio-campista ídolo do Cruzeiro e com passagem pela seleção brasileira na década de 90,
que compartilhou histórias e doses com outros e não menos importantes velhos e novos amigos do site.
Das novidades levadas pra edição deste ano, a que mais sucesso fez foi o concurso promovido pela Consultoria Utilize, em parceira com o
www.cachaças.com, que vai premiar os fabricantes que nos visitaram com um registro de marca, totalmente gratuito. O ganhador será
conhecido agora no dia 21 de junho, no encerramento da Feira da Cachaça do município de São Lourenço, no chamado Circuito da Águas
de Minas Gerais. Além da Utilize, especializada no atendimento a produtores de cachaça, entre outros segmentos, também marcaram
presença no nosso estande, como patrocinadores, a cachaça Cristalina do Picão e já antiga parceira Cachaça Tabúa, que nos emprestaram
um pouco do seu enorme prestígio junto aos apreciadores e conhecedores da legítima aguardente de cana brasileira. E passando o traço
pra fechar a conta, registre-se ainda aqui o nosso agradecimento a toda equipe organizadora da ExpoCachaça, especialmente aos guerreiros
José Lucio Mendes e Luiz Vicente Mendes, pelo seu inestimável trabalho em favor da valorização e do reconhecimento da cachaça como
bebida de excelência, nascida no Brasil e destinada a conquistar o mundo.
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