O Hotel Senac na Ilha do Boi é um dos pontos mais fascinantes de Vitória, a bela capital do Espírito Santo. Do alto dos seus salões e mirantes, é possível apreciar, com horizonte aberto, uma fantástica vista do mar, da ilha onde fica a cidade, dos aterros construídos sobre a água pra viabilizar a expansão da área urbana quando o espaço ficou pequeno pra acomodar o seu crescimento. Só quem já viu sabe o tanto de beleza que o lugar proporciona ao visitante. Se você nunca esteve lá, acredite: é uma das mais belas paisagens do Brasil, e olha que tem muita coisa bonita por este país afora. Quatro marcas saíram na frente e receberam já no salão o selo de qualidade do programa: a “Cachaça Reserva dos Imigrantes”, de Colatina; a “Esperança”, de Cariacica; a “Reserva do Gerente”, de Vila Velha; e a “Boa Esperança”, do município de Boa Esperança. O certificado é inédito no estado, e pra consegui-lo as quatro empresas passaram por um rigoroso processo de avaliação, que levou em consideração todas as fases da produção, desde o corte da cana até a destilação. Além dessas quatro pioneiras, outras duas marcas estão em fase de certificação, e devem conseguir em breve o selo do programa. A diferença que a qualidade faz Segundo estimativa do Sebrae-ES, existem no estado cerca de 350 produtores de aguardente de cana. Desses, apenas 120, menos da metade, são cadastrados na Receita Federal. A produção beira os 20 milhões de litros por ano, mas apenas 25% deste volume é de cachaça de qualidade. Outro dado interessante surge quando a gente analisa o faturamento dos produtores espírito-santenses: mesmo sendo responsáveis por apenas um quarto da produção, os destiladores que fazem a bebida de qualidade faturam juntos R$ 50 milhões por ano. Já os demais produtores movimentam juntos cerca de R$ 60 milhões, apesar de responderem por 75% da produção. Com estes dados na mão, os técnicos do Sebrae desenvolveram o projeto “Promoção da Competitividade dos Pequenos Produtores de Cachaça Artesanal das Regiões Sul e Norte” do estado. A idéia é estimular a geração de emprego e renda na indústria da cachaça aumentando o valor agregado ao produto. A meta da instituição é aumentar em 30% o volume de vendas de cachaça de qualidade no Espírito Santo até o final de 2007. Outra expectativa do Sebrae e dos seus parceiros no projeto é elevar em 50% o número de pessoas ocupadas na produção e comercialização da cachaça de qualidade no estado. Serviço:
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Por Sidnei Maschio |
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