IDENTIDADE PROTEGIDA

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Salinas ganha certificado de Indicação Geográfica para sua cachaça.

O INPI, Instituto Nacional de Propriedade Industrial, aprovou nesta terça-feira, dia 17 de julho, o pedido de Indicação Geográfica para a cachaça artesanal produzida na região de Salinas, em Minas Gerais. A certificação garante a origem e, portanto, a qualidade dos produtos vendidos com determinado nome, agregando valor para o produtor e garantindo segurança para o consumidor.

A região reconhecida como indicação de procedência compreende, além de Salinas, outros municípios do norte de Minas Gerais, como Novorizonte e parte de Taiobeiras, Rubelita, Santa Cruz de Salinas e Fruta de Leite. De acordo com a Apacs, a Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas, desde o início da produção na região até hoje os alambiques seguem fazendo todas as etapas do processo de fabricação artesanal, resistindo às mudanças tecnológicas, o que diferencia a sua bebida da de outras partes do país.

Com a medida, Salinas passa a ser a segunda região brasileira reconhecida oficialmente pelo INPI como indicação de procedência para produção de cachaça. A primeira foi Paraty, no estado do Rio de Janeiro.

DISTINÇÃO E PRESERVAÇÃO

Ao longo dos anos, algumas cidades ou regiões ganham fama por conta de seus produtos ou serviços. Quando qualidade e tradição se encontram num espaço físico, a Indicação Geográfica surge como fator decisivo para garantir a diferenciação do produto. A IG delimita a área de produção, restringindo seu uso aos produtores da região (em geral, uma associação), ajudando a manter os padrões locais e impedindo que outras pessoas ou empresas usem o nome da região para oferecer ao consumidor produtos de baixa qualidade.

Por: Sidnei Maschio

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