JOGO É PROFISSIONAL

A deficiência da exportação brasileira reside no fato de que, apesar de os estrangeiros serem grandes apreciadores da cachaça, poucos reconheciam o produto como uma bebida brasileira. A cachaça artesanal era exportada na categoria de rum ou de outras bebidas alcoólicas.

Os Estados Unidos exigiam nos rótulos da cachaça a nomenclatura rum. Para mudar esta denominação no mercado externo, a Receita Federal brasileira teve que solicitar à Organização Mundial de Aduanas (OMA) a inclusão da aguardente de cana no Sistema Harmonizado Internacional. A importância da distinção entre a cachaça e o rum é a proteção dos produtores brasileiros, que sofriam com o registro do nome do produto como marca na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos.

A distinção nacional é o primeiro passo para uma indicação geográfica. De acordo com uma interpretação extensiva do Acordo sobre os Direitos de Propriedade Intelectual Relacionado ao Comércio (mais conhecido pela sua sigla em inglês, TRIPS), uma indicação geográfica não pode ser registrada como marca. Assim como a tequila é mundialmente reconhecida como bebida do México, a cachaça já está sendo reconhecida como a bebida do Brasil. Foi por causa dessas regras que o falecido Anísio Santiago, fundador da mais festejada marca de cachaça do Brasil, teve que retirar o nome Havana de seu valorizado produto.

Outro artigo publicado em um jornal americano, o The Los Angeles Times, intitulado "A cachaça é do Brasil como a apple pie é dos EUA", diz que a cachaça é tão brasileira como a torta de maçã é americana. "Um decreto presidencial assinado recentemente torna essa decisão oficial. O decreto, publicado no Diário Oficial, diz que apenas produtores estabelecidos no Brasil podem vender a verdadeira cachaça, a cachaça brasileira."

Em 2003 a cachaça ganhou status semelhante ao da "tequila", que necessariamente tem que ser fabricada no México, ou ao do champanhe, que deve ser produzido nessa região da França. Os produtores brasileiros queriam que o governo expedisse esse decreto para evitar que concorrentes estrangeiros continuassem lucrando com a crescente popularidade da caipirinha em todo o mundo.

A revista Newsweek publicou uma lista com o que está mais em moda nos Estados Unidos, na qual se destaca a caipirinha. A Associação Internacional de Barmen colocou o drinque brasileiro entre os sete clássicos da coquetelaria mundial.

Atualmente a cachaça é a segunda bebida mais consumida no Brasil, perdendo apenas para a cerveja, e a terceira bebida destilada mais consumida no mundo, superada pela vodka e pelo soju (bebida de origem coreana bastante difundida no oriente). A aguardente de cana tem uma enorme aceitação no mercado internacional e ainda abusa no charme e na sedução, como a bebida típica brasileira. O produto está presente hoje nos melhores bares e casas noturnas da moda, em Londres, Paris, Berlim, Nova York e outros pontos badalados do planeta.

O preço pode variar de US$ 15,00 a 30,00 a garrafa no mercado europeu, principalmente na Alemanha, onde a caipirinha já é a segunda bebida mais pedida nos bares da moda, atrás apenas da cerveja. Institutos de pesquisas e revistas de comportamento dos Estados Unidos e da Europa apontam a cachaça e a caipirinha como bebidas em ascensão, com potencial para substituir outros destilados e seus coquetéis que fizeram sucesso nos últimos anos. Assim, a cachaça é um produto com possibilidade de geração de muitas divisas para o país, num mercado onde está dando apenas os seus primeiros passos.

Para alçar vôo no mercado internacional, o setor conta com a ajuda da APEX, Agência Nacional de Promoção das Exportações, que auxilia pequenos e médios produtores a adequarem seus produtos aos padrões e exigências dos países compradores. O principal mercado é a Europa, com destaque para a Alemanha, que consome 30% das nossas exportações. Logo depois vem o restante dos países europeus, Estados Unidos e Japão. No total são entre 50 e 60 países compradores da cachaça.

MERCADO

Atualmente a Cachaça é considerada a segunda bebida mais consumida no Brasil - perdendo para a cerveja - e a terceira bebida destilada mais consumida no mundo - perdendo para a vodka e para o soju (bebida coreana bastante difundida no oriente).

A cachaça tem uma enorme aceitação no mercado internacional e ainda abusa no charme e na sedução, como a bebida típica brasileira. O produto está presente hoje nos melhores bares e casas noturnas da moda, em Londres, Paris, Berlim, Nova York e outros pontos badalados do planeta.

O preço do produto pode variar entre US$ 15,00 e 30,00 a garrafa no mercado europeu, principalmente na Alemanha, onde a caipirinha já é a segunda bebida mais pedida nos bares da moda, apenas atrás da cerveja. Institutos de Pesquisas e revistas de comportamento dos Estados Unidos e Europa vêm apontando a cachaça e a caipirinha como bebidas em ascensão, com potencial para substituir outros destilados e seus coquetéis que fizeram sucesso nos últimos anos.

A cachaça é um produto com possibilidade de geração de muitas divisas, um mercado que movimentou em 2002 cerca de R$ 1 bilhão na comercialização de 2 bilhões de litros com apenas 14,8 milhões de litros exportados.

O principal mercado é a Europa, com destaque para a Alemanha, que consome 30% das nossas exportações. Logo depois vem o restante dos países europeus, Estados Unidos e Japão. No total são entre 50 e 60 países compradores da cachaça.